QUANDO MENOS ESPERAMOS...

04:00 universo amor 0 Comentários




A vida tem sua maneira própria de nos surpreender. Uma nova proposta de emprego, uma oportunidade de estudo fora do país, a viagem dos sonhos, o término de um relacionamento, a traição vinda de alguém que você jamais imaginava, um acidente, a perda de algo material, a morte de um ente querido.
Coisas boas e ruins acontecem a todo momento. Quem nunca planejou uma viagem e teve que mudar a rota? Ou propôs um desafio a alguém e no final das contas acabou desafiado? Quando menos esperamos a vida toma outros rumos.
No momento em que alguém querido é levado de nós muitas coisas mudam em nosso interior. Não raro a revolta, culpa, medo e raiva passam a viver em nosso coração. De quem é a culpa dessas coisas acontecerem? Quase sempre procuramos alguém para carregar esse fardo. Culpamos a Deus e questionamos sua existência, culpamos as autoridades que tornam precários quase tudo aquilo em que tocam. Culpamos a desumanidade de quem deveria ser conhecido por ser humano. Nesse momento parece que nossa existência também chegou ao fim.
Entretanto, a partir da perda de alguém querido  coisas boas acontecem. Valores são revistos, posturas de vida são questionadas, prioridades voltam para a agenda com uma urgência gritante e passamos a procurar o que realmente importa. Família, amigos, um trabalho que faça sentido, um amor deixado para trás, a concretização de um sonho latente, menos horas de trabalho, mais horas de lazer...novas perspectivas, um novo olhar.
E queridos, por mais contraditório que possa parecer a morte nos ensina a viver. Aprendemos a valorizar a vida e aproveitar as oportunidades que ela nos oferece pois não sabemos quando nossa chance se esgotará. É nesse momento de reflexão, nesse ciclo de reavaliação que possibilidades batem a nossa porta nos oferecendo um novo horizonte.

Na distância irremediável de um, a triste separação une aqueles que ficam. Na ausência celebramos a presença, na falta aprendemos a valorizar a existência. No sorriso de centenas de amigos, nas lembranças felizes deixadas, na descendência que cresce, nos reconstruímos. O amor aparece, a esperança que ao longe se encontrava se aproxima e nos fortalece. Eis aqui o movimento da vida nos devolvendo a graça de viver, nos surpreendendo quando menos esperamos...

Texto feito em homenagem à Antonio Leandro, o tio Tuna

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