AS VEZES DETESTO A HUMANIDADE

15:13 universo amor 0 Comentários


Hoje cheguei ao trabalho e como de costume folheei o jornal da cidade para saber das notícias. Apesar de tudo ainda encaro os jornais como um veiculo de informação, mas falta pouco ou quase nada para que ele se torne um veiculo de desesperança e intoxicação de coisa ruim, só tragédia!!! Li uma reportagem que contava sobre o assassinato de uma moça de 30 anos e de seu filho de 2. O assassino? O ex- marido. Mais um daqueles clássicos crimes passionais, o término de uma relação, a não aceitação (na grande maioria dos homens) e a vingança. O sujeito atirou na ex- esposa, no filho e claro, nem precisa ser investigador pra saber, o cara atirou contra a própria cabeça. Ele não morreu, está em estado grave no hospital.
Às vezes eu detesto a humanidade (conjunto de características específicas à natureza humana). Se existisse outras vidas na próxima queria nascer um cachorro. Eles são adoráveis e a cada dia mais estão sendo adorados! A cadelinha da minha família vive muuuito melhor que muita gente por aí. (Não estou dizendo que eles devam ser maltratados, POR FAVOR não é isso) mas você já reparou o quanto eles têm ocupado o lugar de filhos e netos da família??
Enfim, dogs a parte, voltemos ao assunto principal. A humanidade me assusta, fico apavorada ao pensar no que me diferencia do homem dessa história. No sentido humano nada! Somos feitos de pele, osso, músculos, temos necessidades fisiológicas semelhantes como fome, sono, n° 1 e 2 (xixi e cocô pra quem não sabe) etc. Assim como ele sinto raiva, medo, dor, sofro, fico alegre, choro, fico triste e não sei lidar bem com a rejeição.  Tudo isso nos torna humanos e nos coloca no mesmo patamar. O que faz a diferença é nossa história de vida e como aprendemos a administrar nossa humanidade. Sem querer te assustar e provocar-lhe espanto você também tá nessa amigo, ou vai dizer que não?!
Fiquei chocada com a história toda. Principalmente porque os conhecia, (às vezes a gente acha que isso está tão longe da gente, só acontece com os outros) mas não. Ela e eu já sorrimos juntas ao admirar aquele bebê lindo de olhos azuis encantadores. Depois de um tempo fiquei mais chocada ainda ao perceber que embora o “baque” tenha sido grande, ele não foi tão intenso quanto a primeira vez que tive notícia de que histórias desse tipo compõem o repertório da cartilha de humanidades. Não dá pra negar, com o tempo a gente vai se acostumando e com esse tipo de coisa não dá pra acostumar. Intrigante neh, como dois lados tão intensos podem coexistir provocando estragos e glórias. No caso das glórias, é o outro lado, agora o lado bom da humanidade querendo se pronunciar a favor da paz e do amor.

Não foi a primeira vez e não será a última. Ele decidiu por esse caminho, no entanto milhares de outras pessoas escolhem todo dia por outro e é nesse tipo de humano que eu quero acreditar e é com esse tipo de gente humana que quero compactuar.  Meus sentimentos aos familiares, e àquela mocinha que me pediu pra lhe ensinar tocar piano. Que Deus conforte seu coração e cuide de você. E que você e eu amigo possamos escolher viver o lado bom de ser Humano.

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